Em meio ao dilúvio, Opeth, o bárbaro, conquistou São Paulo

8 04 2009

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Mikael Åkerfeldt: bom humor e camisa do Conan

Um dilúvio castigava São Paulo na tarde do domingo em que o Opeth faria sua primeira apresentação em terras brasileiras, divulgando o último álbum, Watershed, de 2008. A banda, extrema na dificuldade de ser rotulada e, por isso, apreciada, atraiu quase a completa lotação do Santana Hall, algo inacreditável tanto para quem acompanhava a falta de interesse da mídia tupiniquim pelos suecos na ocasião do lançamento de seus trabalhos cruciais Still Life (1999) e Blackwater Park (2001), quanto pela escassa discografia lançada por aqui.

Tamanha chuva, porém, gerou alguns contratempos. O primeiro foi enfrentar os alagamentos na região norte da capital paulista, onde se encontra a casa. Apesar de não ter presenciado pessoalmente, ouvi relatos de que a fila da entrada no show teria atravessado o meio da correnteza da água da tempestade. Ainda havia algumas goteiras no próprio palco. A qualidade de som estava boa, apesar de já ter presenciado o Santana Hall em melhores dias, o que é uma pena, dado o minimalismo da música do Opeth exigir um som cristalino.

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A parte chata do trabalho

6 02 2009

Essa semana, os adoradores de futebol viram pegar fogo uma pequena bravata entre a ESPN Brasil e o técnico Muricy Ramalho. Após a muricy2derrota para o Santo André domingo passado, o treinador sãopaulino também perdeu a compostura ao ser desnecessariamente grosso com o repórter do canal de TV fechada Fernando Gavini. José Trajano, homem forte da “franquia” brasileira da emissora, comunicou na segunda-feira a decisão de não cobrir mais as coletivas pós-jogo do técnico tri-campeão brasileiro – já revogada após um esfarrapado pedido de desculpas de Muricy.

O ato de Muricy destaca que todas as profissões, mesmo as aparentemente mais legais do mundo, possuem seus lados negativos. Para o treinador, que visivelmente se estressa durante os jogos do seu time, não há tempo suficiente entre o final da partida e o início da entrevista coletiva para se recompor e enfrentar uma série de questões, para muitas das quais ele ainda não tem a resposta. Mas é obrigado a fazer, recebe os famosos “direitos de imagem” para se expor e expor os patrocinadores do seu clube ao tentar explicar fatos muitas vezes inexplicáveis.

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