Em atenção ao nível das casas de show paulistanas

12 03 2009
A lendária casa de shows CBGB em Nova York. Cultuada, mas criticada por sua estrutura. Fechou as portas em 2008.

A lendária casa de shows CBGB em Nova York. Cultuada, mas criticada por sua estrutura. Fechou as portas em 2008.

O comentário de Gustavo Garcia, da Overload Records, responsável pela promoção e organização do show do Agua de Annique, serve como pretexto para o Solada entrar como seu próprio nome preza no assunto. Ciente, porém, de que isso não ocorreu apenas na apresentação do novo grupo da vocalista holandesa: é quase generalizado em eventos de maior ou menor porte (vide as dificuldades a serem enfrentadas para o show do Iron Maiden em Interlagos). Aqui, reproduzimos a resposta a ele, mas entendemos ser uma discussão cabível com qualquer promotor de show.

“Caro Gustavo,
Obrigado pela atenção e a gentileza de se dispor a discutir o assunto. Acredito que, na cena de rock brasileira, esse diálogo é importante. Até porque, antes de sermos jornalistas, promotores de show ou quaisquer profissionais da área, todos somos fãs. Por entender que esse assunto não se encerra apenas no Hangar 110, nem na apresentação do Agua de Annique, resolvemos abrir esse tema especificamente para discussão, em vez de deixar como um mero comentário numa resenha de show.

Quando eu faço uma resenha, não tenho a intenção outra senão a dizer quais as sensações que eu tive quando “experimentei” o objeto em evidência (seja disco, seja show, seja notícia), não apenas fazer uma descrição pura e simples do que ocorreu. E, ao submetê-las ao público no Solada, abro-as também para discussão. Ao citar a estrutura da casa, refiro-me a fatores responsáveis por tornar a experiência mais aprazível ou não.

No show da Agua de Annique, o calor absurdo de dentro de suas instalações, mesmo numa noite fresca para os padrões daquela semana paulistana e numa casa longe de sua lotação, foi responsável, não pela primeira vez, de me fazer ter vontade de que uma apresentação muito agradável não se estendesse indefinidamente. Isso, para mim, é péssimo, sim – e a culpa é de o Hangar 110 não ter uma estrutura decente nem para suportar um público que não chegava à metade de sua capacidade. Não precisei, dessa vez, nem fazer menção aos pilares no meio da pista, pois devido ao pequeno número de pessoas, havia espaço suficiente isso não atrapalhar (diferente de quando o Cannibal Corpse e o Sodom por lá tocaram, por exemplo).

Quanto ao horário e local de show, sim, são pontos positivos, mas é uma pena que esses dados não sejam vistos como obrigação do promotor para facilitar o acesso do público ao seu evento – afinal, se aumentar o lucro, ele é o mais beneficiado. Da mesma forma, o mínimo que eu espero quando vou a um show de rock é o som estar claro de forma a poder ouvir os instrumentos com a precisão exigida por cada ramificação do estilo.

Por outro lado, eu me solidarizo aos produtores. Infelizmente, são poucos os que se dispõem a enfrentar toda a burocracia e investir nesse mercado, trazendo shows de bandas não consagradas ao Brasil, haja vista a dificuldade de se promover o evento na mídia nacional, a falta de apoio de patrocinadores etc. E não são muitas as casas dispostas receber tais eventos. Se o Hangar 110 é uma das que melhor atende para este tipo de evento, é uma pena, pois o fato de ser tocado por gente honesta (não deveria ser obrigação também?), ter recebido apresentações lendárias e carregar o verdadeiro espírito rock’n’roll não abaixa a temperatura lá de dentro.

Como fã, gostaria que os produtores procurassem por alternativas aos “lugares de sempre”, pois, do modo como eu enxergo as coisas, essas casas são uma das responsáveis por restringir uma possível expensão no público (o som do Agua de Annique tem apelo comercial suficiente para atrair bem mais pessoas), ou até mesmo a diminui-lo em eventos desse porte. Não me parece uma missão impossível, pois o Santana Hall foi uma boa surpresa, talvez haja outros espaços até melhores.

Como você mesmo disse, falar é fácil. Para mim, porém, cada vez mais difícil é aceitar pagar para ver shows no Hangar 110 (não fui ver Obituary, Destruction, Tankard, Sadus e The Haunted lá nesses últimos anos, e só fui ver Agua de Annique por ser fã de longa data do vocal da Anneke e estar muito curioso para ver como ela se sairia nessa nova empreitada). Talvez seja só eu.

Mais uma vez, agradeço a atenção e por abrir o tema à discussão, que não precisa se restringir a este caso específico. Dessa forma, continuamos abertos aqui no Solada para dar prosseguimento ao tema, abrindo espaço para que promotores e casa de shows possam se manifestar acerca das opiniões aqui emitidas, bem como esclarecer o público das dificuldades enfrentadas, das desonestidades das quais são vítimas e quaisquer outras abordagens que julguem elucidativas. Todos só temos a ganhar com essa troca de ideias.

Atenciosamente,
Thiago J. Z. Martins
http://www.solada.com.br

 


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21 responses

12 03 2009
Gustavo Garcia

Caro Thiago,

Obrigado pela resposta. Essa “discussão” pode ser o início uma coisa muito positiva, que é debater nosso cenário rock/metal. São raros os momentos em que colocamos em foco questões como essa, então vamos lá.

Voltando a falar sobre a temperatura, estava quente sim, mas não tão infernal como você disse (opinião minha). Precisamos encarar nossa realidade, e poucas ou quase nenhuma casa que abre portas para o rock têm ar condicionado. Quanto aos pilares, é claro que seria melhor se eles não estivessem ali, mas não acho que isso prejudique tanto a visão do palco.

Acho que “péssima estrutura” é um exagero, principalmente se pesarmos os pontos positivos: proximidade com os artistas, bom equipamento, facilidade na hora de ir embora, proximidade com o metrô, camarim legal (é todo pichado pelas próprias bandas, mas abriga uma sala maior com banheiro e outras três menores), bar com preços justos, telão… E do ponto de vista dos produtores, volto a falar: trabalhar com eles é sempre tranquilo. O quesito honestidade eu citei só de passagem, não quis usar isso como argumento.

Você diz que um bom som é o mínimo que espera quando vai a um show, mas já vi muito evento em casa conceituada com som péssimo. Nossa obrigação é oferecer o melhor possível aos fãs, e o Hangar 110 nos deu condições de promover um espetáculo que todo mundo elogiou nesse quesito. Isso se deve ao esforço conjunto da casa, produção e equipe do Agua de Annique.

Sobre o local do show restringir o público da banda, discordo 100%. O Agua de Annique, assim como o The Gathering, sofre por não se encaixar exatamente em uma cena. Explico: a origem do The Gathering é o metal, e a maioria do seu público no Brasil até hoje é desse estilo, mesmo o The Gathering não fazendo heavy metal há muito tempo (e o Agua de Annique nunca fez). A prova do que eu digo todos que foram ao TG em 2006 ou ao AdA em 2009 viram: na galera, predominância de headbangers. Nós lançamos o disco de estreia do Agua e sentimos essa dificuldade na hora de promover o álbum.

Resumo da ópera: continuo achando o Hangar ótimo para shows desse porte, melhor que muitas casas, inclusive do exterior. Nos dois eventos que fizemos lá, as bandas elogiaram muito o local.

Para terminar, uma opinião pessoal, que nada tem a ver com o que você escreveu. Acho que existe preconceito por parte do público em relação ao Hangar 110; em muitos casos, é frescura mesmo. No Whiplash, teve gente que reclamou do preço do ingresso nesse show (R$ 50), sendo que foi abaixo da média das bandas internacionais que têm tocado em São Paulo.

Continuo aberto ao debate. Está na hora de começarmos a analisar a nossa “cena”.

Abs,
Gustavo

13 03 2009
Pedro Ferraz

Pis é,tava na hora de alguem reclamar. Pagar R$50 pra entrar no Hangar é um absurdo. O Santana Hall tb é proximo de metrô e a casa está melhor que o Hangar.
O Hangar hoje tem apenas nome, pois já foi a época de que show de rock/metal poderia ser em qualquer lugar.
O som de lá é bom? Nunca vi um show que saisse satisfeito com o som. Lá eu vi Brujeria, Circle II Circle, Bruce Kulick, Canibal Corpse, Tankard e, sejamos honestos, o som de lá é precário.
Honestos? pode ser,afinal é o que se espera quando fecha um evento em uma casa de show, porém o preço não é nada honesto. Um show no Hangar 110 por R$80 como foi o Tankard, sendo que o salário mínimo ,hoje está em R$450 é um abuso.

13 03 2009
Thiago Lermont

Gustavo, você escreve como se fosse favor prover boas condições e estrutura para o público. Isso é obrigação de promotor de evento.

13 03 2009
Matheus Vieira

O Hangar 110 é um buraco. Não vale a pena, nem o preço.

13 03 2009
Jonathan R.

Péssima estrutura é um termo errado mesmo. O correto é que não há estrutura. Estrutura com pilastras na sua frente? O Hangar 110 tem mais pontos cegos que o Morumbi e não é 1/20 do tamanho do Morumbi.

13 03 2009
Gilberto Morais

Eh bom frisar que nem sempre a opiniao do promotor bate com a opiniao do publico que frequenta show. E quem deve determinar o sucesso de um evento eh o consumidor e nao quem oferece.

Concordo totalmente com o Thiago Martins. As pilastras impedem quem fica nas extremidades de ver o palco por completo e o calor do local eh absurdo.

Nao eh porque casas conceituadas nao tem ar condicionado que serve para eximir o Hangar ou qualquer casa de pequeno porte de qualquer inconveniencia. Nao eh por ai. A crtica seria a mesma se fosse o finado Olympia, a Via Funchal, o Credicard Hall, a Ez, Citibank Hall, o extinto Dama Xoc, Aeroanta, etc

Quanto ao som, ja vi shows la com otima qualidade como foi o caso dos shows do Cannibal Corpse como tambem ruim como o caso do Sodom. E falhou no Tankard logo no comeco, o que eh inadmissivel.

Sinceramente, apesar da proximidade do metro o que eh ponto positivo e normalmente respeitar o horario e o publico que frequenta quanto a possibilidade de retorno atraves do transporte publico, tenho restricoes a ir em shows la.

Quem quer ir de carro nao encontra vagas suficientes nos estacionamentos proximo ao local. A entrada eh caotica, pois eh uma porta muito pequena e cujo acesso eh para ambas as filas, uma para ingresso antecipado e outra para quem compra na hora.

Estou levantando os pontos positivos e negativos do Hangar , local em que estive por 5 oportunidades mas isso serve para outros locais tambem.

13 03 2009
omicronpersey8

Infelizmente em SP, um show não é mais um show, e sim um evento social, por isso os preços absurdos. Uma pena.

13 03 2009
Fabio

Bom, eu tive a oportunidade de ver o Cannibal no Hargar, e realmente eu achei um calor infernal e tal mas sei lá não atrapalhou a minha alegria de ver a banda, mas aí eu estive no ano passado estudando por 4 meses em Londres e fui no famoso Underworld e consegui ver 3 shows: 1º Brutal Truth, 2º Napalm Death e 3º Cryptopsy/Beneath The Massacre…ainda nesse periodo teve uma noite com Nile/Belphegor/Grave que não consegui ingresso…mas falando sobre o Underworld que é realmente “underworld”, é um porão que fica abaixo do pub, vc tem que descer uma escada por fora, chega em outro bar pequeno aí tem outra porta que tem mais uma descida e depois tem uma pequena escada pra ficar em frente ao palco under total hehehe, no show do Brutal Truth estava vazio, então estava sussegado, dava pra sair comprar um cerva e voltar na boa, não estava calor, agora no Napalm Death que estava lotado (acho que a capacidade é de 300 pessoas) me lembrou o hangar um calor infernal, não dava pra ir no bar, um caos, detalhe lá tb tem um bendito pilar em frente ao palco, Cryptopsy/Beneath o publico era menor, mas tinha por volta de 200 pessoas, tb estava foda, calor…só pra pegar minha blusa no clock room depois do show foi uns 30 minutos…Bom, aí eu vi que o problema não é só no Brasil.
P.S.:O pior lugar que eu fui ver um show foi no Fofinho(Forninho) Rock Club, foi na apresentação do Monstrosity…quem foi sabe o inferno que foi aquilo!

13 03 2009
Opeth

“head banger” é foda…nego reclama q num tem a porra do show!! quando tem nego reclama do preço…quando é barato reclamam do som…quando ta tudo bom reclamam da tarracha da guitarra…

na real…PARABÉNS pra quem tem colhão de trazer banda!!!

ainda tem o detalhe das bandas nacionais….os “head banger” vão pra ficar de braço cruzado falando mal….

criticar é fácil! quero ver meter as caras!!

infelizmente a “cena” é recheada de gente medíocre…mas tb tem gente q tem o heavy metal (ou a musica) no coração e mete a mão na massa!!!

PARABÉNS DENOVO PELA INICIATIVA!!

13 03 2009
Bruno Aranha

Bem lembrado, aquele show do Monstrosity sim foi um desrespeito ao público…

Mas o que rola aqui no Brasil é que o povo só sabe reclamar, e pensa que lá fora é tudo mil maravilhas, por isso foi bem colocado os exemplos do Fábio sobre os shows na Inglaterra.

Eu moro em Buenos Aires, fui ao show do ADA aqui e inclusive conversei um pouco com a Anneke. Que me disse estar maravilhada com essa tour, que conta com um suporte, estrutura, publico que eles não tem na Europa.

O ADA é uma banda “underground” não tem apelo comercial justamente pelo motivo que o Gustavo disse, que é o fato de estarem vinculados todavia a cena metal.

Nesse caso, quem se arriscaria a trazer o ADA pra tocar numa casa luxuosa e levar prejú?

Por isso ponto para os promotores que tiveram a coragem de trazer o ADA ao Brasil, que fizeram isso porque antes de tudo são fãs.
Duvido que eles encheram os bolsos com esse show, a primeira preocupação num tipo de show desses é não levar prejú (o que não é difícil de acontecer).

14 03 2009
samir

Se por um lado esse debate é saudável, por outro não acho que deveria ter se iniciado… a resenha de modo algum coloca em xeque a honestidade de quem administra o local ou a dos produtores do show. E os pontos negativos levantados foram justos, fora que não passaram de comentários, não aptos a ensejar maiores discussões.

Porém, uma vez que se entrou no mérito da coisa, tb não podemos exagerar e começar apontar todo mínimo defeito observado na casa e/ou no evento, cruxificando o Hangar, Overload, nem nada disso. É óbvio que respeito ao usuário, fácil acesso, som de qualidade, pontualidade etc são obrigatórios, mas não podemos fechar os olhos à realidade: é obrigação, mas poucos observam!

O AdA atrasou um tanto, mas ainda liberou bem antes da 0:00, e o metrô é próximo realmente, eis fatores salutares! No Blaze Bayley, por ex, não lembro se passei tanto calor no tradicional Manifesto Bar, mas é local menos acessível e, piorrrr, o atraso na abertura da casa e entrada das bandas foi algo RIDÍCULO (soube que no Ripper Owens tb)! E o que dizer de locais de estrutura bem pior, e ainda mais mal localizados, como Fofinho e LedSlay?!? Ou o inacessível Kazebre? É provável que eu nem fosse ver o AdA em tais lugares… por mais fanático que eu seja pela Anneke…

Falaram do pilar tb, mas vejam bem, a resenha nem o ressaltou, pq, de fato, num show com menos público não atrapalha. Vai lá uma banda maior amanhã, e ferrou, o pilar poderá ser sim um ponto central na discussão (outro ex: o Inferno pareceu um ótimo lugar qdo fui ver o pouco prestigiado Van Canto… no Paradise Lost, o local estava literalmente infernal – trocadilho que ficou famoso na época, e a própria banda sentiu isso).

Por outro lado, o calor pode estar horrível, mas não poderia ser ainda pior manter altas expectativas em relação a sua banda favorita, e chegar lá e ouvir um som demasiadamente alto e embolado? Concordo com o produtor nessa: o Hangar anda acertando a mão nessa, o que nem sempre posso dizer de muitos ‘Vias Funchais’ da vida (que considero a melhor das casas, hein!)

Meu ponto é: a produção e a casa devem aceitar melhor as críticas, não se acomodar e procurar melhorar no que podem… mas, por outro lado, se forem atacar em demasia os caras, em cada detalhe em que eventualmente pecaram (nem falo tanto da resenha, que achei justa, mas do público em geral), corremos o risco de amanhã ficar sem um Circle II Circle, Blaze, Anneke, isto é, alguns dos melhores concertos que andei vendo ultimamente. Ou, pior, eles podem ir parar na LedSlay denovo. hehehe então, no balanço final, e em vista de toda uma realidade que costuma desrespeitar os fãs (amanhã vou ver o Iron, e o produtor não estará aqui afim de discutir abertamente as questões que eu eventualmente quiser levantar hehehe – e podem haver bem mais questões que num Hangar), ainda só temos a agradecer a uma Overload…..

15 03 2009
Gustavo Garcia

Pedro Ferraz:

O Santana Hall tem capacidade cinco vezes maior que o Hangar 110, logo, o valor para aluguel é maior, a estrutura necessária é diferente etc etc etc. Quando o produtor escolhe uma casa, faz isso baseado em vários fatores, e um deles é a demanda por aquele determinado artista. No caso do Agua de Annique, seria inviável fazer o evento no Santana. Quanto ao preço, não vou citar aqui números, mas R$ 50 no show do Agua de Annique foi BARATO frente ao volume de despesas que tivemos com a tour.

Thiago Lermont:

Favor??? Leia novamente este trecho do meu outro comentário: “Nossa OBRIGAÇÃO é oferecer o melhor possível aos fãs”.

Só quero esclarecer uma coisa: a discussão toda teve início porque eu discordei do termo “péssima estrutura”, mais especificamente da palavra “péssima”. Só acho que, pesando prós e contras (e já falei na outra vez que o calor e as pilastras são, SIM, pontos negativos), “péssima estrutura” é um exagero ao se falar do Hangar 110.

16 03 2009
Melissa

Se quer se sentir confortável e não passar calor em um show de Metal, tem que ir assistir a shows somente em lugares como o Credicard Hall e Via Funchal. É muito mais caro, porém, pelo conforto, vale a pena.
Os lugares toscos (hangar 110, santana hall, inferno, etc), além de som ruim e péssima visibilidade, fazer o público passar calor é vantagem para eles, porque todos serão obrigados a consumir bebidas e em maior quantidade para amenizar o mal estar.
Acha que os organizadores estão pensando no nosso conforto? Estão é pensando somente em encher o bolso de $ botando a banda pra tocar em lugares toscos e baratos, porque o público metal sempre aceita qualquer coisa, show em sauna, lugares sujos e fedidos.

18 03 2009
Control Denied

Eu só queria saber se alguma vez, essas pessoas q tanto reclamam, foram a algum show “tosco” e não se divertiram…

se alguém foi ao show de umas de suas bandas preferidas(num lugar “feio”) e achou uma merda…

nego só pode estar de sacanagem!!! eu tive a oportunidade de ver o VADER num desses lugares “feios” e foi um dos melhores shows q ja assisti!

na minha modesta opinião…ta com nojinho fica em casa então!

18 03 2009
Glauco

Nossa, metaleiro aceita qualquer coisa mesmo, depois, não reclama…

18 03 2009
Ramon

Se o promotor não consegue trazer shows com o mínimo de infra estrutura necessária é melhor nem trazer, o Hargar 110 é sim um PÉSSIMO lugar pra shows, e qualquer valor de ingresso cobrado lá será caro, pois a casa é de QUINTA categoria, e já psou da hora de aprederem a respeitar o publico metal, falo isso desde o maldito FEDI SLAY.

19 03 2009
Lucas

Quando agendamos nosso primeiro show no Hangar (CircleIICircle), eu não conhecia a casa. Tinha escutado alguns comentários negativos sobre o local, mas não sabia o que esperar…
Mas eu achei a casa TÃO legal, mas TÃO legal que até hoje não entendo todas as críticas….

Sei que vocês vão duvidar da minha sinceridade, por ser sócio do Gustavo na Overload…. Mas nós realmente não temos nada a ganhar ao defender o Hangar 110… Falo isso por gostar da casa mesmo!

Em momento algum considerei a crítica ao Hangar 110 uma crítica a Overload Records ou a produção do evento… Acho que tanto o Gustavo quanto eu (postei meus comentários sobre o assunto na comunidade do Agua de Annique no orkut) fomos em defesa do Hangar 110 por achar injusta a crítica ao local…. E não conversamos sobre o assunto! Os 2 sairam em defesa do Hangar espontaneamente! (sem brincadeira!! fiquei surpreso ao ler o comentário dele aqui, já que eu tinha esctito a mesma coisa na comunidade!)…

Considero a casa muito boa, muito mesmo! Para eventos de pequeno porte, ela tem uma excelente estrutura! Som bom, palco alto, boa localização, bom backstage…. Tudo que já disseram aqui na discussão.
Concordo que o calor e as pilatras atrapalham…. Mas nada que faça a casa ter uma “péssima estrutura”… Pode não ser luxuoso, mas péssimo não é.

E falo por experiência… Moro fora desde 1999, já estive em centenas de shows em diversos paises das Américas e da Europa… Bandas do porte do CircleIICircle e Agua de Annique estão mais do que acostumadas a tocar em lugares ainda menores e/ou com uma estrutura do mesmo nível!
Posso usar como exemplo shows de ambas as bandas logo antes e depois da turnê Brasileira!
O Agua de Annique tocou na Grécia antes de ir ao Brasil… a casa não tinha nem banheiro no camarim! A Anneke foi direto do show para o hotel, de Táxi!

Assisti o show do CircleIICircle em Tampa alguns meses depois do show no Brasil (foi o prmeiro show depois da Turnê Brasileira)! E garanto que o lugar deixava muuuuuuuuuuuuuuuuuito a desejar em relação ao Hangar!

Não estou querendo nivelar o Hangar 110 por baixo, comparando com casas podres em países de primeiro mundo… Esta não é minha intenção! Mas temos que levar em consideração o porte do evento! E para um show do porte do Agua de Annique, o Hangar 110 atende perfeitamente! E as bandas ficam satisfeitas, o público assiste um bom show e para os promotores fica algo justo…
Acho que o público tem que entender a demanda que o show tem. Não adianta alugar uma casa super luxuosa (como o The Gathering no Via Funchal) se a demanda não existe… O Hangar 110 atendeu a todas as demandas técnicas da banda… e acredito que o público curtiu BEM o show (não concordo que o calor estava tão insuportável assim)…. Não vi quase fã nenhum reclamando do Hangar.

Acho que é por aí…. Acho que temos sempre que levar em considereção o lado de todo mundo: Banda, público e produtores! No caso do Agua de Annique, o Hangar 110 foi a melhor opção em São Paulo para acomodar todo mundo.

Quem acha absurdo pagar 50 reais em um evento internacional (independente da casa!!) tem que se informar mais sobre os custos envolvidos em trazer uma banda ao Brasil… Mesmo alugando casas pequenas (o show do Rio foi num lugar para 200 pessoas) não ganhamos um centavo com esta tour, muito pelo contrário…

19 03 2009
Leonardo Dias

Puxa, o Hangar 110 é o Templo do Hardcore!

Se tava calor na Anneke, imagina qdo teve o Madball, que entupiu a casa e abriram-se rodas enormes?!?!?!?!

Alguém reclamou???

Hardcore tem que ser no “buraco” mesmo! UNDERground! A gente ama aquele lugar!

Agora pra Metal, acho que é mto pequeno, visto a grandiosidade que o estilo pede e ao provável elitismo do público, se comparado com a galera do HC.

Nada contra! Mas eu veria todos os shows da minha vida lá se pudesse. Tipo: Metallica, Slayer, Pantera etc. Já pensou?!?!?! rs

PS: HC é HC e não essas bostas emo que fala de amorzinho e briga com o papai. Vide o Madball como exemplo, ok?

20 03 2009
Gilberto Morais

Acho que o Thiago Martins, nem ninguem de bom senso seria louco de afrmar que o show que originou a discussao (boa por sinal) deveria ter sido realizado numa casa do porte da Via Funchal ou Credicard Hall.

Quem tem a minima nocao de quanto custa um evento e a demanda de um de pequeno porte, sabe de antemao que nao eh viavel economicamente ser feito num lugar grande cujo aluguel eh realmente maior.

Eu nao defendo luxo e nem lixo tambem e sim minima condicao. Cito “n” exemplos, conheco e fui em “n” buracos na Europa e AMerica do Norte cujo som, iluminacao estavam perfeitos e o cheiro do lugar nao era de lavanda. Parece que tanto o publico quanto os promotores nao percebem isso que ao meu ver eh tao claro.

Nao eh esse o ponto. Ninguem pede luxo e sim respeito e minimas condicoes para que o publico possa ver/curtir um show de qualquer ponto da casa.

Acho que os promotores da tour nao analisaram 2 problemas do Hangar que considero serio:

1) Com a casa lotada, as pliastras atrapalham e acho muito grave ter obstrucao num lugar pequeno. Eh realmente irritante. talvez pelo fato do AdA e o Circle II Circle nao estarem cheios, isso nao foi detectado

2) Sim, o calor la dentro eh insuportavel e se ate em shows com publico pequeno eh (com o perdao da palavra) foda, imagina em shows como o Cannibal, Sodom, Tankard que estavam lotados.

3) La nao tem corredores de circulacao de pessoas, ou seja, ninguem se desloca sem atropelo e sofrimento ao banheiro ou ao bar se a casa esta lotada. Eh fato!

Eu somente acho que a localizacao proxima a metro e avenidas cujo fluxo de veiculos eh dinamico como o preco do bar da casa como pontos positivos. Ja vi Cannibal 2x com som com qualidade de evento na Alemanha, mas ja vi falhas no Tankard aceitaveis ate por ter sido no comeco e depois corrigidas devidamente mas ruim no Sodom e outros defeitos mais constantes no primeiro show do Obituary que ai sim considero inadmissiveis por serem cronicas ao decorrer da apresentacao.

Para encerrar a discussao, vou citar 2 casas de pequeno porte que sao muito mal exploradas e sao boas para este tipo de evento: Clash Club e a Ez (Antiga Brodway) ambas na regiao da Barra Funda, localizacao central e proximas ao metro. A primeira eh totalmente acessivel por trem e metro e com qualidade de som EXCELENTE. Basta procurar. E ate mesmo o Blackmore e o Manifesto ofereceriam melhores condicoes ao publico para um show da AdA. Apesar do Blackmore tambem ter problema com o calor.

20 03 2009
Lucas

Consideramos o Manifesto para o show… acabamos escolhendo o Hangar pela proximidade ao metro jah que MUITA gente fora de Sao Paulo vinha… facilitou a vida de quem chegou pelo terminal rodiviario do Tiete.
Mas realmente o manifesto eh uma boa opcao.

Tanto o Clash Club como a EZ sao consideravelmente maiores que o Hangar 110/Manifesto. Mas sao otimas casas!

28 03 2009
Fabio

Só de ver as fotos na internet desisti de ir ao hangar 110. Depois li várias resenhas de show que eu queria ver e não fui e que e rolaram na casa, aonde as reclamações sobre o calor foram constantes. O redator tem razão sobre o Santana Hall, deixei de ver o Carcass lá por me preocupar com o calor. Me arrependi, depois fui no In Flames e a estrutura da casa me surpreendeu. Honestidade e bom serviço não são algo a ser louvar não, trata-se de uma obrigação. Como vivemos no Brasil produtores e pessoas do meio usam como argumento para se destacar. Lamentável.

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