Mike Stone está fora do Queensrÿche

4 02 2009

mikestoneDepois do guitarrista Michael Wilton anunciar que gravara todas as partes do instrumento para American Soldier, novo lançamento do Queensrÿche programado para aparecer nas prateleiras ianques em 31/03/2009, já se esperava a saída de Mike Stone do grupo americano, confirmada hoje. A questão agora a um dos pioneiros do prog-metal continua a mesma desde 1998: como substituir Chris de Garmo?

Mike Stone é o segundo da fila. E, talvez, sua queda seja mais surpreendente que a de Kelly Gray, após o criticado q2k, de 1999. Stone participou das turnês de divulgação de Tribe, álbum no qual teve participação discreta, e de Operation:Mindcrime 2, quando foi uma das forças-criativas na composição da sequência do clássico de 1988.

Sua evolução na banda foi sensível. Enquanto Kelly Gray mal se atreveu a tentar tocar a maioria das partes do antecessor, Mike Stone saiu de uma pífia performance, como se vê no ao vivo The Art of Live, em que estraga a maior parte dos solos de Chris de Garmo, para a bombástica apresentação de Mindcrime at the Moore, sem deixar para trás os inesquecíveis shows da turnê brasileira em 2008, quando, se não foi perfeito, pelo menos foi bem próximo a isso na execução de boa parte das músicas.

Mas, ainda assim, nunca houve uma plena aceitação de Mike Stone pelos fãs da banda. E dificilmente algum outro guitarrista consiga preencher o vazio deixado por Chris de Garmo, por mais que suas últimas participações com a banda – o quase grunge Hear in the Now Frontier, de 1997, e o quase pop Tribe, de 2003 – também tenham sido responsáveis pela visível queda de popularidade no grupo nos últimos 15 anos.

Assim, o que resta ao Queensrÿche? Testar mais um novo integrante e correr o risco de ver outra rejeição minar ainda mais sua reputação ou tentar convencer Chris de Garmo a largar seu emprego como piloto comercial de jatos e voltar ao grupo, mas consciente de que, ultimamente, seu gosto musical tendente ao grunge da terra natal diverge muito da expectativa dos fãs? Enquanto isso, esperemos para ouvir se American Soldier é um digno retorno à sonoridade antiga pretendida pela banda ao preterir Mike Stone.

Por Thiago Martins

Foto: Wikimedia


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One response

8 02 2009
samir

Acho importante destacar o fator criatividade nos últimos álbuns da banda, “Q2K” e “Tribe”, álbuns maravilhosos e bastante originais!
Infelizmente, acho que passaram batidos, pq muita gente é preguiçosa, e após o “Hear…” já devem ter criado uma “barreira”, passando a acreditar que o Queensrÿche já havia dado tudo o que tinha pra oferecer lá no passado, entre os 80’s e os 90’s… o que NÃO É verdade, basta a mais rápida análise de seus últimos lançamentos (q, ok, podem até destoar um pouco do que já foi feito, mas nem por isso é menos belo), assim como aposto cegamente neste “American Soldier” – mesmo sem o Mike, de quem sempre gostei!

Ah, e nem comentei o excelente “Operation II”, pq esta sim é a prova definitiva de como a banda ainda está com tudo na ativa… obra extremamente digna para continuar o clássico absoluto do Heavy Metal, o que, convenhamos, tratou-se de tarefa extremamente arriscada, mas muito bem sucedida (inclusive com aquela turnê emocionante por aqui no ano passado)… o álbum de covers tb ficou uma beleza, para se ouvir várias e várias vezes…

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