Uma curta balada com Tim “Ripper” Owens

29 12 2008

timripperowensDeveria ter sido mais que apenas uma noite comum vendo uma banda cover no Manifesto. Era o aniversário de 14 anos da tradicional casa de Rock paulistana. Quem cantava era Tim “Ripper” Owens, ex-vocalista de Judas Priest, Iced Earth e atual Yngwie Malmsteen. De tiracolo, havia a participação especial dos irmãos Busic do Dr. Sin. Não sem razão, custava mais que uma tradicional balada de sábado.

O que deveria ter sido, contudo, não foi. Não que Owens tenha tido uma performance abaixo da expectativa. Muito pelo contrário, cantou com a sua característica competência, apesar de umas cervejas aqui e acolá a denotar mais o clima de festa do aniversário do hóspede do que um show em si. Dos irmãos Busic, enquanto Andria tocava seu baixo com solidez peculiar e enorme consciência de quem era o dono da noite, Ivan algumas vezes tentou chamar um pouco demais a atenção atrás de seu kit de bateria com uma ou outra firula desnecessária.

Quem parecia mesmo fadado a estragar a festa eram os guitarristas. Se Hard Alexandre (Madgator) se esforçava para seguir as linhas básicas do que lhe foi capaz, sem lá muita precisão, é verdade, Ulisses Miyazawa, por sua vez, foi arrasador em suas escalas. Infelizmente, parece ter se esquecido que havia convidados não tão dispostos a prestar-lhe tributo à técnica, mas ouvir clássicos do Heavy Metal da forma como guardam na memória.

Não só de hits do Judas Priest viveu a noite, como a óbvia The Ripper ou algumas menos esperadas à la The Green Manalishi (With The Two-Proged Crown) e Burn In Hell. Também uma música de Malmsteen, Rising Force, e uma do Beyond Fear, And You Will Die, marcaram presença para mostrar a todos que talvez o Iced Earth seja um passado não muito feliz na carreira de Owens. Não faltaram certos deslizes, como a fatídica participação de Dani Nolden, do Shadowside, em Flight Of Icarus do Iron Maiden, e os desnecessários covers de Deep Purple, Black Sabbath e Kiss – eles tocaram Cold Gin, ufa, não Rock ‘N’ Roll All Night.

Até porque, da noite toda mesma, fomos agraciados com apenas setenta e cinco minutos de um show cujo início se deu por volta de uma hora da madrugada. A enorme espera para começar e a precoce e interminável fila para ir embora talvez tenham deixado uma dúvida: o aniversário do Manifesto valia mesmo tão mais que uma simples balada de sábado à noite?

Por Thiago ‘Hal’ Martins


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14 responses

29 12 2008
natalia siqueira

Quando esses eventos vão se iniciar mais cedo? Fica essa palhaçada de bar querer atrasar para vender mais cerveja. Músicos demoram a entrar em ação e quando sobrem no palco estão bebados e ainda após o final do show, tarde da noite, não existe caixa suficiente para pagar e ir para casa. Manifesto Bar é craque nisso.

30 12 2008
Edu

Tirando que 70 reais por m show no manifesto é brincadeira.
Os arganizadores de shows estao de palhacada, achando que catamos dinheiro no mato…

30 12 2008
Douglas

Esta muito a fim de ir gosto pra caraca do Ripper, o cara canta muito e é gente fina, mas qdo soube que era no Manifesto desisti na hora. Fora o preço 70 pilas…

30 12 2008
Valesca

Você achou que a participação da Dani Nolden no show foi um deslize? Você so pode estar de brincadeira, né? A mina cantou muito mesmo com o microfone com volume baixo. Teve gente que escutou a voz dela direta da garganta ao invés do microfone e ficou besta com a potencia dela. Na boa, reveja seus conceitos meu caro Thiago “Hal”. Ainda mais porque ela foi a única que teve a honra de ser uma participação especial no show do Ripper. Fora isso, boa matéria!

31 12 2008
Vitor

Realmente foi desanimador ter que esperar tanto para ver um show tão curto.

e esse lance das filas, não ocorre só no manifesto, no blackmore é a mesma coisa, se você não tem a malícia de perceber quando o show está para terminar, ou aproveitar um break para pagar sua comanda, você pega a fila infernal.

Não gostei da participação da Dani, achei desnecessária também.

Abraços,
Vitor

1 01 2009
Andres

1º Não concordo com o comentário sobre o Ivan Busic!! O cara curtiu, agitou…não estava lá só pra fazer money! Não vi nada demais nas viradas, curtiu tocar com o Ripper, mais do que natural! Quer o cara ali tocando tudo igual sem fazer nada?
2º 70 contos é barato? Não!! Mas qto estão cobrando pra você ver qquer show gringo? 150, 180, 220 reais!! Pagar 70 reais pra ver o Ripper cantando Judas, Malmsteen, Kiss, Purple, Beyond Fear como rolou, não é demais!! Manifesto você costuma pagar 10, 15 conto…mas pra ver uma pa de banda tosca de coves de hard rock! POrra, Ripper com Dr.Sin e um puta guitar Hard Alexandre, não interessa o bar, alias qto menor o espaço mais dificil é colocar um cara conceituado no metal e pagar seu cachet, ainda mais gringo! Fiquei bastante satisfeito com o show.

2 01 2009
Natasha Lemos

Confesso que eu não dava muita bola para o senhor Tim Ripper Owens até esta apresentação no Manifesto. Ele se mostrou um grande vocalista e também mostrou o porquê foi escolhido para cantar em duas grandes bandas como Judas Priest e Iced Earth.
Também gostei da participação da Dani Nolden. Não vi nada de fatidica como reportou o senhor “Hal”. Mesmo com a microfone baixissimo, ela soltou a voz, cantou um dos hinos do Iron maiden de forma magistral e representou muito bem o nosso pais ao lado dos irmãos Busic e dos convidados para as cordas. Não é querendo ser feminista, mas a Dani canta muuuuito melhor do que muito vocalista por ai. Por favor, vamos reconhecer isso!
Grande show! Grande noite! Longa vida ao Manifesto!

3 01 2009
thetone

Aguentar Dani Nolden nem se me pagassem 70 reais

5 01 2009
Imoveis zona leste

Concordo com o comentário do thetone

Marina

5 01 2009
Thiago Hal

Respondendo a todos num post só:
1) Quanto ao preço: 70 reais é o preço de uma atração internacional de porte médio, como Sodom, Destruction, Paradise Lost, Exodus. Bandas que trazem músicos, equipamentos, roadies. O “Ripper” Owens com convidados brasileiros não poderia estar na mesma faixa de custo dessas citadas acima, por melhor que seja o cachê de cada participação especial.
2) Quanto à participação da Dani Nolden. Depois de, sinceramente, ter me surpreendido ao ver comentários que apreciaram de forma efusiva a performance dela em “Flight of Icarus” – meus amigos presentes eram unânimes na mesma impressão que eu escrevi – resolvi, atendendo à sugestão da Valesca, procurar no YouTube para verificar de novo, e continuo achando-a tenebrosa, completamente inadequada ao clima da música, de uma agressividade desnecessária. Paciência. Todavia, tentemos medir o alcance das críticas. Se eu não gostei, não quer dizer nada mais do que isso, nada a ver com gênero/ nacionalidade/ capacidade/ intenção de quem a executou.
3) É uma pena, mas filas para pagar normalmente são normais em finais de balada paulistana (qualquer uma), quando assim elas funcionam. Seria injusto condenar o Manifesto e o Blackmore por causa disso. No caso do Manifesto, só achei meio injusto, no show do Jeff Scott Soto, obrigar todos a passarem pelo caixa, mesmo quem não consumiu nada e já tinha pago pelo ingresso de forma antecipada – não sei se foi assim no show do “Ripper” Owens.
4) Não gosto dessa coisa de “honra nacional”, “representar o nosso país”. Primeiro, porque não vejo nada de muito orgulho para uma banda estabilizada na cena nacional como o Dr. Sin – para não falar da respeitada trajetória dos músicos – servir de “banda de apoio” do “Ripper” Owens. Não é vergonha, também. Serviu para tornar o evento mais especial, mas não creio que isso adicione muito no curriculum deles. Nem no da Dani Nolden, cuja banda vem conseguindo boa repercussão na cena como um todo. É legal para ela, para o Shadowside, para seus fãs, mas pára por aí. Por mais que se aprecie o Owens, ainda é um cara que infelizmente não tem uma carreira digna do seu potencial, está se firmando no trágico “cargo” de vocalista tampão – ninguém pensa duas vezes antes de chamá-lo nem de o mandar embora. Enfim, seria motivo de orgulho mesmo para os guitarristas envolvidos, mas não me pareceram ter aproveitado bem a oportunidade.

6 01 2009
Enojado

Lamentável esse review… me deu nojo de vir aqui ver tal cretinice, se o cara queria aparecer conseguiu… só se mostrou ser um mané sem conhecimento de causa nenhuma.

7 01 2009
+ 1 Enojado "Wizard"

Nitidamente o cara não fez um Review, ele apenas colocou sua opinião pessoal
diga se de passagem infeliz…

7 01 2009
+ 1 Enojado "Wizard"

Horrivel o cara deixou de lado o comentários do REview para colocar opinião pessoal…

18 01 2010
Jurubeba

Amiguinhas da Dani Bananets (natasha e valesca) ahhahah. Nao fiquem chateadas, tem muita gente que nao acredita no poder da midia que muita banda brasuca tenta forçar, vide os Thalion da vida. Fiquem sossegadas, se alguem gostar da Daniela, o nome da banda ira aparecer, nao precisa ficar fazendo notinha toda hora no whiplash pra enfiar goela abaixo do povo, nem defender a mocinha do cabelo de salsicha em blog.
A garota canta legalzinho mas paremos por ai, mas falar q eh a nova musa do metal nacional soh se for musa da fábrica de rebites PoP.(www.rebitespop.com.br). METAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAL

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